Um novo ano, um novo fôlego no orçamento familiar com a redução de impostos

O início de um novo ano traz sempre expectativas: contas para organizar, objetivos para definir e a esperança de obter um pouco mais de equilíbrio no orçamento familiar. Em 2026, esta expectativa ganha um novo fôlego com a anunciada redução de impostos, uma medida que promete aliviar a pressão sentida por muitas famílias no quotidiano.

Sem recorrer à linguagem técnica ou complicada, é importante perceber o que estas mudanças fiscais podem significar na prática. Desde obter uma margem mais abrangente no final do mês, uma maior capacidade de poupança ou simplesmente ter mais tranquilidade na gestão de despesas essenciais.

Neste artigo, explicamos o essencial de forma clara, próxima e pensada para quem vive estas realidades no dia a dia.

O que muda em 2026 na agenda fiscal?

Em termos práticos, 2026 marca o início de um conjunto de ajustamentos ficais que afetam diferentes momentos da vida dos contribuintes. Há mudanças relevantes em impostos que fazem parte do quotidiano, como o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) e o Imposto sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis (IMT).
O objetivo passa por tornar o sistema mais ajustado à realidade atual, com impactos distintos consoante a situação de cada família.

Sem entrar em muitos detalhes, é importante ter uma visão geral do que mudou para perceber onde estas medidas se fazem sentir. Nos próximos tópicos, iremos detalhar as principais reduções de impostos previstas para este ano, utilize o sumário abaixo para navegar facilmente de tema em tema.

Sumário

    As principais reduções de impostos em 2026

    O novo ano traz consigo várias alterações no panorama fiscal português, para aliviar a carga tributária sobre as famílias e empresas. Entre as medidas anunciadas destacam-se as reduções em diferentes impostos, que terão impacto direto no rendimento disponível aos contribuintes. Vejamos a seguir o que muda em cada um eles.

    Redução das taxas de IRS

    As taxas de IRS aplicáveis do segundo ao quinto escalões de rendimento vão sofrer uma redução de 0,3 pontos percentuais (p.p).

    Com este alívio fiscal, as taxas de cada escalão passam a ser:

    • segundo escalão: 15,7%;
    • terceiro escalão: 21,2%;
    • terceiro escalão: 21,2%;
    • quarto escalão: 24,1%;
    • quinto escalão: 31.1%.

    Tendo em conta estas descidas das taxas, bem como a atualização dos escalões, um contribuinte solteiro, sem filhos e com um salário bruto mensal de 1.500€, por exemplo, poderá poupar cerca de 58€ ao longo do próximo ano. Quer saber qual o impacto direto destas atualizações no seu salário líquido? Simule gratuitamente, ou continue a ler e elucide todas as suas dúvidas.

    Subida dos escalões de IRS

    Tal como referido no tópico anterior, os escalões do IRS irão sofrer alterações este ano, com uma subida de 3,51€.

    Esta atualização deve-se ao mecanismo automático que existe na lei desde 2024 e que tem como base a evolução da produtividade e da inflação.

    Esta subida fica abaixo das referências para os aumentos salariais do setor privado firmado na Concertação Social (4,6%), o que significa que a carga fiscal poderá aumentar para quem beneficiar de reforços remuneratórios.

    Em suma, a subida dos escalões do IRS contribui para uma maior justiça fiscal e para a proteção do rendimento dos contribuintes. 

    No tópico seguinte, analisamos outra medida fiscal anunciada para este novo ano, o aumento dos escalões do IMT.

    Aumentos dos escalões do IMT

    Num cenário marcado por fortes dificuldades no acesso à habitação, é igualmente importante olhar para o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), que incide sobre a compra de prédios urbanos ou frações autónomas destinadas a fins habitacionais, quer se trate, ou não, de habitação própria e permanente.

    Segundo a proposta de Orçamento de estado para 2026 (OE2026), prevê-se uma subida de 2% dos escalões do IMT. Estas atualizações dos escalões traduzem-se em aumentos nos limites isentos de imposto. Isto é, quem comprar uma habitação própria e permanente pode beneficiar de isenção até aos 106.346€.

    É considerado o valor da compra ou o valor patrimonial tributário (o que for mais elevado).

    No entanto, as taxas continuam iguais, variam entre 2% e 8%, dependendo do escalão em que se enquadra o preço da casa. Para valores mais elevados, aplicam-se taxas únicas de 6% ou 7,5%. Confira a seguinte tabela.

    Tabela resumo valores do IMT

    Reveja a seguir os valores do IMT praticado em 2026.

    Valor (€)Taxa MarginalTaxa Média
    Até 106.3460,000,0000
    De mais de 106.346 e até 145.4702,000,5379
    De mais de 145.470 e até 198.3475,0017,274
    De mais de 198.347 e até 330.5397,0038,361
    De mais de 330.539 e até 660.9828,00-
    De mais de 660.982 e até 1.150.8536,00 (taxa única)-
    Superior a 1.150.8537,50 (taxa única) -

    Tabela 1: Taxas sobre prédios urbanos destinados exclusivamente a habitação própria. (*) No limite máximo do escalão.

    Mas, se tem até 35 anos, continue a ler, pois no tópico seguinte retratamos as mudanças que ocorrem no IMT Jovem.

    Subidas dos escalões do IMT Jovem

    Mesmo com as novas atualizações dos escalões do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, o IMT Jovem continua a isentar totalmente o pagamento do IMT e imposto de Selo a quem compra imóveis até 330.539€, em 2025, era até 325.058€.

    No caso em que o valor da habitação esteja compreendida entre esse valor e os 660.982€, aplica-se uma isenção parcial.

    Neste caso, paga somente o imposto sobre a diferença entre o preço da cada e os 330.539€, com uma taxa de 8%.

    Atenção:

    Se o valor da habitação excede 660.982€, não há nenhuma isenção. Esta medida é uma ajuda importante para as pessoas que estão a dar os primeiros passos na etapa de realizar o sonho de ter casa própria, no entanto, não se podem esquecer de cumprir vários critérios.

    Como, nomeadamente:

    • ter até 35 anos;
    • ser independente para efeitos de IRS;
    • comprar a primeira casa, que tem de ter como finalidade a habitação própria permanente;
    • Não pode ser proprietário ou coproprietário de um outro imóvel, ou parcela de imóvel;
    • Não pode ter sido proprietário ou coproprietário nos últimos três anos.

    Vejamos as taxas que serão praticadas do IMT para jovens.

    Resumo das taxas de IMT praticadas em 2026

    Reveja a seguir, os valores do Imposto para jovens que serão aplicados em 2026.

    Valor (€)Taxa MarginalTaxa Média
    Até 330.53900
    De mais de 330.539 e até 660.9828-
    De mais de 660.982 e até 1.150.8536 (taxa única) 
    Superior a 1.150.8537,5 (taxa única) 

    Tabela 2: Taxas sobre prédios urbanos destinados exclusivamente a habitação própria, com as medidas do IMT Jovem. (*) No limite máximo do escalão.

    Resumindo, a atualização dos escalões do IMT representa um apoio adicional à habitação. Por fim, seguimos com a última medida divulgada pelo Governo, referente aos impostos em 2026.

    No seguinte tópico falamos de uma medida que tem impacto direto no rendimento mensal dos trabalhadores, a isenção de IRS para quem aufere o salário mínimo.

    unipeople-solucoes-financeiras-simulador-transferencia-credito-habitacao-portugal-04
    Imagem ilustrativa

    Salário mínimo (920€) isento de IRS

    Com a atualização do salário mínimo nacional para 920€ mensais, os trabalhadores que aufiram este valor passam a ficar isentos do pagamento de IRS.

    Esta isenção é possível graças à atualização do chamado mínimo de existência, que garante que os rendimentos anuais até 12.880€ não são sujeitos a tributação, conforme previsto no Orçamento de Estado.

    Desta forma, o objetivo é assegurar que quem recebe rendimentos mais baixos mantém um nível mínimo de rendimentos disponível. Esta alteração reflete-se também nas tabelas de retenção na fonte, que determinam o valor, efetivamente, descontado todos os meses.

    Agora que conhece as alterações fiscais de 2026, comece a tomar decisões informadas e optimize a sua situação financeira com o apoio da UniPeople.

    Como transformar o alívio fiscal da redução de impostos em mais controlo financeiro?

    Antes de avançarmos para medidas concretas, é importante entender que pagar menos impostos só faz, verdadeiramente, a diferença quando esse alívio fiscal é gerido de forma consciente e estratégica.

    Caso contrário, o ganho mensal pode diluir-se rapidamente sem impacto real na sua estabilidade financeira.

    Para transformar este alívio fiscal num maior controlo financeiro, há algumas estratégias a considerar.

    1. Evitar que o ganho desapareça no consumo imediato: uma maior folga no orçamento não deve significar automaticamente mais despesas.
    2. Canalizar o aumento do rendimento líquido para reduzir encargos fixos: quando usado para despesas recorrentes, o alívio fiscal pode ter um efeito duradouro no orçamento familiar.
    3. Reforçar a poupança e criar uma margem para imprevistos: destinar parte do alívio fiscal à poupança, ajuda a construir uma rede de segurança financeira.
    4. Rever o planeamento financeiro à luz das mudanças de 2026: as alterações ficais representam uma oportunidade para reavaliar hábitos financeiros e ajustar prioridades.

    Assim, mais do que um simples alívio no imediato, as medidas fiscais de 2026 podem ser um ponto de partida para uma gestão financeira equilibrada e sustentável. Continue a ler, e saiba como a UniPeople o pode ajudar a manter uma janela de poupança tranquila, sustentável e a longo prazo.

    Aproveite a redução de impostos em 2026 para planear as suas finanças pessoais com a UniPeople

    2026 trouxe mudanças relevantes no contexto fiscal. Um planeamento financeiro adequado é essencial para tirar o máximo partido destas alterações e otimizar a sua situação financeira em 2026.

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